UM ASSASSINO NOTÓRIO, O ESTUDANTE PONTO DE INTERROGAÇÃO

16 de abril de 2007, o pior tiroteio na história americana ocorreu no campus da universidade Virginia Tech e chocou o mundo. Seung-Hui Cho foi o criminoso que cometeu suicídio depois de causar 61 vítimas com suas duas armas em apenas dez minutos. Desde a infância, ele era um solitário que não interagia pelo coração. Mesmo depois de entrar na faculdade, não tinha interação alguma com os amigos. Ele construiu seu próprio mundo isolado. Não respondia quando os alunos conversaram com ele e não havia alunos na escola que o conhecessem em profundidade. Ele era conhecido como “estudante ponto de interrogação” porque colocou um ponto de interrogação na lista de chamadas em vez de seu nome. Embora ele morasse no dormitório onde dividia um quarto com outros estudantes, Seung-Hui Cho só respondia sim, não, ou em uma única palavra sempre que outros começavam uma conversa. Praticamente vivia sozinho. A falta de interação acabou levando-o a se tornar um notório assassino.

 

A VIDA EXTREMAMENTE PERIGOSA DE UM SOLITÁRIO

As análises dos especialistas após o incidente de Seung-Hui Cho mostram que a causa comum encontrada foi por sua vida ser muito solitária. “Seus escritos, seu discurso e avaliações de pessoas ao seu redor apontam sua vida como um solitário. Parece que ele não contava sobre seus pensamentos ou sentimentos às pessoas ao seu redor. Ele viveu uma vida unilateral dentro de seu próprio mundo. Uma vida assim traz um perigo maior porque os outros não se interessam até que ocorra um grande problema. Todas as pessoas nascem com instintos agressivos e sexuais e esses instintos são refinados através da interação com as pessoas e da disciplina para permitir que um indivíduo se adapte à sociedade. No entanto, aqueles que não interagem ativamente com as pessoas não têm a oportunidade de refinar suas fantasias agressivas e destrutivas. Portanto, essas perigosas fantasias são auto-justificadas para trazer acidentes ainda mais sérios.” (Professor Shin Eui Jee, Yonsei Medical University, Psiquiatria)

 

PESADELO DA NORUEGA, O MASSACRE DO ÓDIO

Em 22 de julho de 2011, o pior terror da história da Noruega ocorreu no centro governamental da capital da Noruega, Oslo, e no acampamento de jovens da ilha de Utoya. Com cerca de 200 vítimas, as pessoas caíram em choque e horror. Este incidente mais tarde ficou conhecido como um crime do ódio contra os imigrantes. O criminoso, Anders Breivik (32) também viveu dentro de seu próprio mundo com o coração completamente isolado dos outros. Seus pais se divorciaram quando ele tinha dois anos de idade. Ele não pôde conviver com seu pai ou receber o amor de sua mãe. Se entregou a jogos de violência, assassinato e destruição. A animosidade em relação aos estudantes de famílias imigrantes cresceu quando ele os viu receber o amor dos pais, que ele não pôde receber, e os cuidados da sociedade. Após o incidente, em entrevista à TV2 da Noruega, seu pai disse que não contatou seu filho nos últimos 15 anos e que o filho também nunca entrou em contato com ele. Isso mostra que ele viveu sem qualquer interação do coração.

 

ESTAR SOZINHO, O PIOR STATUS NA HUMANIDADE

Quando olhamos no livro de Gênesis na Bíblia, Deus olha para o primeiro homem, Adão, depois da criação e diz: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2:18) O pior estado possível na humanidade é estar sozinho, então Deus deu Eva como sua auxiliadora, a fim de impedi-lo de ficar sozinho. Em sua origem, a palavra “auxiliadora” usada na Bíblia é uma palavra composta de duas palavras que significam: “ajudante” e “adequado”. Adão para Eva e Eva para Adão foram ajudantes mais adequados um para outro, impedindo-os de ficarem sozinhos. Deus nos dá um ajudante adequado para nos impedir de ficarmos sozinhos. Mas se as pessoas não conhecem o coração de Deus que forneceu um ajudante adequado, elas ignoram as pessoas ao seu redor e vivem isoladas e sozinhas sem ter qualquer conversa do coração. E finalmente a infelicidade vem por estar isolada. O Pastor Ock Soo Park, conhecendo a gravidade de estar sozinho, oferece a solução para escapar do isolamento.

 

FONTE DO ISOLAMENTO

“As pessoas têm que enfrentar situações que as incomodem mentalmente durante a sua vida, porque isso é muito bom para a sua saúde mental. Se você evitar situações que te incomodem, seu coração fica isolado. Uma vez que você se torna isolado, passa a gostar de ficar sozinho e de jogar jogos de computador que não te sobrecarregam. Estes jogos te oferecem emoção e satisfação para você se afundar ainda mais neles. Quando você cai mais fundo, evita situações mais incômodas. Enquanto desfruta dos jogos de computador, você não pode sentir a humanidade dos outros e você se torna cada vez menos atraído pelos outros. Você não quer falar com as pessoas ou conhecer pessoas novas, e fica isolado. Há quem se isole porque não quer confrontar situações difíceis na vida, mas também há quem se isole por causa de seu excesso de confiança. Aqueles que pensam: “Eu sou inteligente. Eu sou rico e pensa ‘o que você sabe?’”

 

O PERIGO DO ISOLAMENTO É COMO O DE UM REDEMOINHO

“As pessoas que viveram em um mundo isolado por muito tempo não podem escapar de seus próprios pensamentos, assim como nem mesmo um bom nadador pode nadar em um redemoinho. Mesmo que elas pensem: “Eu não deveria fazer isso!”, não podem escapar de seus próprios pensamentos. Conselhos e mais conselhos dos outros não têm efeito porque elas não os aceitam com o coração, mas apenas superficialmente. Há muitas pessoas no mundo que vivem vidas isoladas sem a capacidade de escapar de seus próprios pensamentos. Você pode jogar jogos no computador, mas não deve se aprofundar em jogos nos quais seu coração fica isolado. Você pode acreditar em suas próprias habilidades, mas deve lembrar-se de que, uma vez que ignora as palavras de outras pessoas e evita conversas, se torna isolado. Quem quer que seja, uma vez isolados, não podem escapar de seus próprios pensamentos. Eu vi muitos sendo arrastados por seus próprios pensamentos, que nem sequer eram verdadeiros.” (Pastor Ock Soo Park, Quem é você que me arrasta? Pág. 153)

 

A CURA PARA O ISOLAMENTO, CONVERSAS SOBRE O CORAÇÃO

“Nós precisamos conversar com as outras pessoas. Você pode dizer imediatamente, somente olhando para uma pessoa, se ela é alta ou baixa, se é bonita ou feia. Mas não há ninguém que possa ver o coração. “Eu fiquei tão feliz e alegre em te ver hoje. Sinto muito sobre ontem. Você sabe, depois de pensar sobre isso, acho que realmente o feri da última vez.” O instrumento chamado “linguagem” é necessário para expressar o nosso coração, que é invisível entre os casais, entre irmãos, entre amigos, entre professores e estudantes. Quando falamos e trocamos palavras, podemos saber e sentir o que há no coração do outro. “Ah, então foi por isso que ele agiu daquela maneira.” “Deve ter sido muito difícil para ele naquele momento.” Quando conhecemos o coração do outro, podemos verdadeiramente o entender. Podemos confiar no outro e fluir junto, com o mesmo coração. Porém, algumas vezes, dizemos coisas que, na verdade, não estão em nosso coração. Não expressamos o que exatamente está em nosso coração, mas, em vez disso, escondemos e fazemos rodeios. Porém, dizer coisas que na verdade não estão no coração é o mesmo que mentir. É enganar a outra pessoa. É assim que se bloqueia o fluxo de coração para coração. Quando um conhece o coração do outro, como a eletricidade que flui pelos fios elétricos, as pessoas se tornam mais felizes quando conhecem o coração uma das outras e o seu coração flui naturalmente um para o outro. (Pastor Ock Soo Park, Quem é você que me arrasta? Pág. 144 e 145)